quinta-feira, janeiro 26, 2012
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Sites de compras oferecem tratamento estético e dentário de forma irregular

O espaço reservado às vendas de tratamentos estéticos e odontológicos nos sites de compras coletivas é cada vez maior. É só acessá-los para encontrar ofertas de lipoaspiração por menos de R$ 300 e um clareamento dental por, no máximo, R$ 100. Os preços para lá de convidativos atraem centenas de pessoas que, no calor de conseguir uma grande pechincha, não percebem que estão arriscando a própria saúde.
Pelo ponto de vista médico, a questão é tão delicada que a participação de profissionais nesse tipo de comércio é proibida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
Segundo o corregedor do CFM, José Fernando Maia Vinagre, a prática se encaixa como comercialização da medicina e fere o código de ética médica.
- O médico está colocando seus serviços à venda sem estabelecer vínculo com o paciente, o que acaba com a relação médico-paciente.
Segundo o artigo 72 do Código de Ética Médica, “é vedado ao médico estabelecer vínculo de qualquer natureza com empresas que anunciam ou comercializam planos de financiamento, cartões de descontos ou consórcios para procedimentos médicos”.
Isso não exclui a possibilidade de anúncios de clínicas médicas, mas em nenhum deles pode constar o nome do médico, nem preços, na divulgação de promoções relacionadas a cupons e cartões de desconto, explica o CFM.
O paciente que se deparar com esse tipo de situação ou que se sentiu lesado pelo profissional que o atendeu pode fazer denúncia ao Conselho Regional de Medicina do Estado do estabelecimento. Nesse caso, quem deve sofrer algum tipo de punição – advertência, processo ou mesmo cassação de registro - é o médico responsável pela clínica.
Preço pode ser inimigo
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Carlos Alberto Komatsu, o consumidor deve desconfiar deste tipo de serviço.
- Quem é esse profissional que precisa fazer promoção para ter seus pacientes? Pensaria duas vezes antes de procurar. A melhor forma não é optar pelo preço, mas ouvir opiniões de pessoas que já fizeram, para os riscos diminuírem.
É, inclusive, o fator preço, grande benefício dos sites de compras coletivas, o maior obstáculo para a segurança do consumidor, segundo Komatsu. Para o cirurgião plástico, as pessoas que escolhem fazer cirurgias plásticas e tratamentos estéticos de acordo com o preço geralmente ignoram que isso pode comprometer a qualidade do procedimento.
- Ao escolher pela internet, a pessoa está indo em um lugar totalmente desconhecido, sem saber se eles usam materiais adequados, as condições de higiene e se o profissional tem título, diploma.
Komatsu é crítico quanto ao conteúdo das ofertas.
- Eu duvido que uma lipo não invasiva diminua 12 cm de abdome, como está anunciado. Não tem como comparar o resultado de uma cirurgia a de um tratamento estético.
As mesmas críticas são feitas por órgãos que representam os dentistas. Afinal, ofertas de clareamento de dentes, limpeza e avaliação ortodôntica aparecem com frequência nos sites.
Para o presidente nacional da Associação Brasileira de Odontologia, Newton Miranda de Carvalho, ofertas dessa natureza são exemplos de falta de ética por induzirem o paciente a se submeter a um tratamento que pode ser desnecessário.
O Código de Ética Odontológica proíbe propaganda com divulgação de preços e com o nome do médico atrelados a descontos.
- É preciso que haja ética nesse processo. Como é que eu vou prometer determinados tratamentos, oferecendo e definindo preços, sem saber o que vou encontrar na boca do paciente?
Assim como na esfera médica, o dentista que se envolve neste tipo de publicidade pode sofrer punições administrativas, desde processos à cassação do registro. Quem se sentir lesado por algum serviço pode entrar em contato com o Conselho Regional de Odontologia do Estado onde recebeu o atendimento e fazer uma denúncia.
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terça-feira, janeiro 17, 2012
Pasta de dente sabor Champagne e Whisky!

Você que é bebum desde a hora que acorda até a hora de dormir e sente a necessidade de manter seu o bafo de bebida 24 horas por dia, o Bebida Liberada traz mais uma novidade que vai mudar a sua rotina!
Com a pasta de dente sabor Champagne e Whisky, você além de manter sua boca longe das bactérias, consegue deixar seu hálito puro como o de um bom apreciador de bebidas alcoólicas!
Você acorda depois de um dia de bebedeira, com aquele gosto de cabo de guarda-chuva na boca, corre pro banheiro e sai de lá como se estivesse acabado de tomar um dos melhores Whiskys já fabricados, isso sim é ressaca de respeito!
Porém eu já aviso que não tenho informações se essa pasta de dente pode causar alguma alteração no resultado do bafômetro, por via das dúvidas, se escovar do dentes não dirija!
Você encontra a pasta de dente com sabor de Champágne e Whisky para comprar clicando aqui!
quarta-feira, janeiro 11, 2012
80% das cidades da Paraíba estão sem odontologia especializada

Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde (MS), investiu R$ 2,7 bilhões para melhoria da saúde bucal da população do país, entre 2007 e 2010.
Angélica Nunes
O Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde (MS), investiu R$ 2,7 bilhões para melhoria da saúde bucal da população do país, entre 2007 e 2010. Apesar desse montante, aproximadamente 187.681.065 paraibanos continuam sem ter acesso aos serviços de atendimento de cobertura odontológica especializada e de próteses dentárias.
Segundo dados do MS, 80,72% dos municípios do Estado não possuem Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). O percentual corresponde a 47 CEOs, sendo que João Pessoa concentra quatro centros e Campina Grande outros dois. Os CEOs oferecem serviços especializados, como tratamento endodôntico (canal), atendimento a pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor, periodontia (tratamento de gengiva), diagnóstico bucal (com ênfase ao diagnóstico de câncer bucal), implantodontia, ortodontia, entre outros.
PRÓTESES DENTÁRIAS
Outro problema enfrentado pela população paraibana diz respeito à defasagem de Laboratórios de Próteses Dentárias (LAP). No Estado há apenas 64 LAPs, o que chega a um percentual de 71,31% de municípios sem acesso às dentaduras que estão sendo fornecidas gratuitamente através do Programa Brasil Sorridente.
O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Rubens (Buba) Germano, explica que o grande empecilho para o avanço do serviço de atendimento odontológico especializado em mais municípios do Estado ocorre devido à falta de incentivo do governo federal para subsidiar os custos com a manutenção do programa. “O governo cria o programa, mas a prefeitura tem que arcar com 100% dos gastos para continuidade do serviço e nem todas conseguem manter o atendimento”, afirmou
Segundo Buba Germano, que é prefeito do município de Picuí, a falta de equipe técnica no corpo de servidores também reduz as chances de as prefeituras incluir o atendimento odontológico especializado. “Nem todos têm condições de contratar os profissionais por conta própria. Um CEO do tipo 1, por exemplo, recebe apenas R$ 6 mil para cobrir todos os custos, mas só o salário de um dentista gira em torno de R$ 3 mil, sem falar nos custos com a manutenção do serviço”, explica.
O ponto positivo apontando pelo Ministério da Saúde, no entanto, diz respeito à expansão de programas como as Equipes de Saúde Bucal (ESB) na Paraíba, que cresceu de 318 equipes de saúde bucal em 185 municípios para 1.174 equipes (aumento de 270%) em 222 dos 223 municípios.
As ESBs fazem o acompanhamento da população desde a prevenção até o tratamento clínico, ficando responsáveis por fazer o encaminhamento para serviços especializados, quando necessário. Estas equipes promovem cobertura odontológica a 95% da população paraibana, tornado o Estado como aquele com maior relação de CEO e laboratório por habitante.
terça-feira, janeiro 10, 2012
Saúde bucal não sai de férias
Verão e férias, quando combinados, são sinônimos de se desligar dos problemas e só curtir a vida. Todo mundo só quer saber de sol, praia e diversão. Entretanto, para que isso seja possível é preciso que haja uma boa preparação que vai além do check list de malas, estadia, transporte e afins. Cuidados preventivos com a saúde bucal antes de partir para seu destino de férias pode precaver uma dor de dente inesperada, gengiva inflamada, dente quebrado ou obturação infiltrada que podem acabar com o passeio tão esperado e planejado. Afinal de contas, se já não é nada agradável ter um problema de saúde ou odontológico com todo o conforto de casa, imagine quando se está viajando de férias e em um lugar desconhecido.
“É importante ir ao dentista antes de viajar para, por meio de um exame clínico e radiográfico, indolor, fazer uma avaliação detalhada da cavidade oral e evitar surpresas desagradáveis, que podem surgir quando não se faz a prevenção adequada”, orienta a cirurgiã dentista especializada em endodontia e membro da Associação Brasileira de Odontologia e da Associação Americana de Endodontia (AAE) Teresa Chacur de Miranda.
A professora Cristiane Santos, 34 anos, passou por uma experiência desagradável como essa. “Estava curtindo uma segunda lua de mel com meu marido em Búzios e o curativo de um dente caiu. Tudo que batia ali, doía. Não procurei uma emergência, esperei o final de semana acabar para voltar ao meu dentista para ele tratar”. De acordo com a especialista, transtornos comuns, como cáries profundas, abscessos dentários e inflamações na gengiva, podem ser facilmente evitados se as visitas ao dentista forem regulares. Além disso, dores nas têmporas e na mandíbula, má-oclusão e lesões nas mucosas da cavidade oral completam a lista de incômodos que, embora menos comuns, também podem ser prevenidos com consultas frequentes.
Como forma de se livrar de dores inconvenientes e aproveitar o resto da viagem, a cirurgiã dentista elaborou uma breve lista de cuidados especiais com a saúde bucal, que podem ajudar muito em situações de emergência:
A quem recorrer?
Quando se está em um local pouco conhecido, ao sentir dor, desconforto ou sofrer algum tipo de acidente que comprometa a integridade dos dentes, o mais indicado é buscar indicação na recepção do hotel em que se está hospedado ou seguir a orientação do seguro de saúde viagem, altamente recomendado pela especialista por ser uma opção confiável e que acaba diminuindo os custos de uma consulta em cima da hora, caso necessária.
Posso utilizar remédios?
Uma alternativa, que só deve ser utilizada em casos extremos e que atua apenas como solução temporária, é apelar para os analgésicos e anti-inflamatórios, de acordo com a situação. Quando a intenção é se preparar para qualquer imprevisto, a dentista aconselha que se leve na bagagem um verdadeiro “arsenal” de medicamentos, que atuam como medidas paliativas, em todas as viagens. Esses remédios emergenciais, no entanto, devem ser indicados por um especialista na consulta anterior à partida.
Viajar com remédios para alívio imediato das dores é fundamental. No caso da dor de dente, por exemplo, analgésicos suaves podem ajudar. Também é bom levar anti-inflamatórios, que atuam muito bem atenuando dores intensas, irradiadas e persistentes. Como também é comum que surjam infecções, o ideal é que o paciente tenha sempre na bolsa um antibiótico, mas sempre lembrando que as recomendações devem obedecer rigidamente as limitações de saúde de cada indivíduo, bem como suas alergias.
E depois de medicado?
O mais indicado é evitar mastigar no lado comprometido, mesmo quando já medicado, como forma de manter o incômodo sob controle. Se o comprometimento for na gengiva, o ideal é abusar da escova de dentes e do fio dental, mesmo sentindo que a região está sensível, além de bochechar ao menos três vezes ao dia com líquidos antissépticos, que minimizam a ação de bactérias passíveis de gerar inflamações.
E se eu quebrar um dente ou ele cair?
Os casos de traumatismos nos dentes são os mais preocupantes durante uma viagem, pois a conduta do paciente no momento da fratura é determinante para o sucesso da restauração, quando ela é possível. Assim, se a pessoa quebrar uma parte considerável do dente, que possa ser colada novamente, o ideal é guardar o pedaço em soro fisiológico ou água até chegar ao consultório do dentista. Em casos em que a quebra expõe o nervo, é bom correr, porque a dor vai aumentar com o passar das horas.
Já quando um dente sai totalmente da boca, o ideal é segurá-lo sem tocar na parte da raiz, e colocá-lo imediatamente no lugar, até que se possa chegar a um atendimento odontológico de emergência. Outro detalhe: nunca se deve lavar, desinfetar ou secar o dente, pois isso pode gerar danos à sua raiz, que diminui as chances de sucesso do implante, quando necessário. Pode acontecer também de o dente se movimentar para fora da boca ou entrar na cavidade dentária. Assim, nada pode ser feito além de se limpar a boca e procurar o dentista, que fará os primeiros socorros e atendimento necessário. Independente do caso, é o dentista quem também vai diagnosticar alguma fratura na face, no maxilar ou na mandíbula, que costumam acompanhar esse tipo de quadro.
domingo, janeiro 01, 2012
Pânico de dentista? Novo aparelho de perfuração indolor pode estar no mercado em 2 anos
É imensa a quantidade de pessoas que possuem verdadeira fobia ao ouvir o tradicional barulhinho do dentista.
Isso pode estar com os dias contados. As clínicas poderão duplicar o movimento quando chegar ao mercado um novo aparelho que consegue perfurar o dente, através de uma broca indolor. Chamado de Escova de Plasma, a nova tecnologia provoca um resfriamento no dente, sem causar nenhuma dor.
Através de reações químicas, a completa desinfecção das cavidades dentárias é realizada. Em seguida, ocorre a perfuração e posterior preenchimento da cavidade formada. As restaurações (também chamadas de obturações) irão durar um período de tempo muito maior. Isso ocorre por que o material injetado possui uma grande afinidade com a hidroxiapatita (principal substância que compõem o dente), formando quase que uma “ligação química”.
A pesquisa é da Universidade do Missouri, sendo pioneira em parceria com a empresa Nanova. A pesquisa mostrou que 60% dos preenchimentos em restaurações com a Escova de Plasma são mais resistentes do que a tradicional resina.
O pesquisador do projeto, Qingsong Yu, relatou ao Daily Mail que durante os testes, nenhum efeito colateral foi apresentado. Se tudo ocorrer como o previsto, a nova escova irá revolucionar a odontologia mundial. Segundo pesquisas americanas, 75% de todos os procedimentos realizados nos consultórios odontológicos, são de preenchimento. Alguns cientistas relatam pesquisas que demonstram que milhares de pessoas preferem permanecer com o dente podre, devido ao enorme medo de ir ao dentista.
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Foto: Reprodução/Divulgação
terça-feira, dezembro 27, 2011
terça-feira, dezembro 20, 2011
Auxiliar em saúde bucal - ASB - ACD
1- O que faz uma auxiliar de dentista?
A Auxiliar em Saúde Bucal(ASB) é o profissional responsável por otimizar e potencializar o atendimento do cirurgião dentista. Aumenta a eficiência dos protocolos de biossegurança do consultório odontológico, aumentado também a qualidade dos serviços oferecidos e executados tanto no serviço público quanto nos consultórios particulares.
2- Existe um curso para auxiliar de dentista?
Existem cursos regulamentados para o auxiliar em saúde bucal oferecidos pelas associações de odontologia (APCD, ABO, ABCD), sindicatos de classe, geralmente regulamentados pelo Conselho Federal e Regional de Odontologia. Hoje em dia devido a grande procura por este curso até o SENAC oferecem cursos para ASB.
3- Preciso ter alguma aptidão para ser uma auxiliar de dentista?
Geralmente pessoas com habilidades manuais e gostam da área da saúde costumam se adaptar mais rapidamente.
4- O que faz uma auxiliar de dentista no dia a dia?
Geralmente, auxiliam e instrumentam os profissionais nas intervenções clínicas, inclusive em ambientes hospitalares. Faz todo o preparo para o atendimento do paciente, desenvolve ações de promoção de saúde bucal entre outros. você pode conferir em detalhes a lista completa das ações de uma auxiliar em saúde bucal no Blog Sofá do Dentista.
5- Auxiliar em Saúde Bucal e Técnico em Saúde Bucal é a mesma coisa?
Não. O Técnico em Saúde Bucal (TSB) além de poder ter as atribuições do ASB tem pode também treinar e capacitar o ASB, ensinar técnicas de higiene bucal, prevenção de cáries através da aplicação tópica de flúor, remover suturas entre outros.
A minha dica é que você inicie pelo curso de ASB trabalhe como ASB e depois se estiver gostando faça o curso de TSB, que é mais caro e leva mais tempo.
6- Quanto tempo dura o curso de auxiliar em saúde bucal?
A carga horária exigida pelo Conselho Federal de Odontologia é de 300 horas. Se o curso tem frequência semanal de uma aula por semana, pode levar uma ano para conclusão.
7- Qual é o preço do curso de auxiliar de dentista?
Encontrei na Internet cursos a partir de R$ 200,oo por mês. Porém, sempre alerto aqui no blog para não se atentar somente a preços, mas a qualidade do serviço que você vai adquirir. Portanto, não custa nada checar se perante ao MEC e ao Conselho Federal ou Regional de Odontologia este curso está homologado e aprovado.
8- Quanto ganha uma auxiliar de dentista?
O salário de uma ASB varia de estado para estado, de sindicato para sindicato. No estado de São Paulo é o SINDHOSP que regulamenta o piso das ASBs, TSBs e é reajustado anualmente.
9- Tem mais dicas sobre o que uma auxiliar de dentista faz?
Tem um ótimo blog, o ricardodentista.com.br que escreve ótimos textos sobre o assunto. Você pode ler o post “Como receber seu cliente?” ou “Como atender o telefone?” e saber mais sobre as tarefas e dicas de etiqueta.
10- Vale a pena um curso de auxiliar em saúde bucal?
Se você leu e chegou até aqui, já deu o primeiro passo para saber se está disposta ou não a seguir em frente. Eu nunca vi alguém que investisse em cursos, carreira que ficou arrependido depois. Se tem um tipo de investimento que você não vai arrepender, nem ninguém poderá tirar de você é o CONHECIMENTO! Invista em você!
Fonte:
- Sofá do Dentista: Entrevista com Dr Eldécio Francisco Anselmo – ASB e TSB.
- LEI Nº 11.889, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2008.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Hortelã mostra ação antimicrobiana
Pesquisa de doutorado da cirurgiã-dentista Iza Teixeira Alves Peixoto aponta que o uso do extrato de Mentha spp. – cujo nome popular é hortelã – demonstra potencial como antimicrobiano contra cepas de Candida, principalmente a albicans, patógeno comensal que pode ser encontrado na cavidade bucal. O estudo foi realizado preliminarmente com o óleo essencial da planta, mas já dá prova de que poderá originar novas modalidades de tratamento fitoterápico, em particular contra doenças infecciosas por esta espécie, como a candidíase.
No estudo, orientado pelo professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) José Francisco Höfling e pela pesquisadora do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) Marta Cristina Teixeira Duarte, a dentista extraiu o óleo de diferentes espécies e acessos de Mentha e o usou contra Candida, testando a concentração inibitória mínima (a menor concentração capaz de apresentar efeito antimicrobiano) com espécies tanto de várias regiões brasileiras quanto de diversos países. Foram avaliados ao todo 64 tipos diferentes de plantas, todas cultivadas no CPQBA. “Mesmo não sendo muito relatados, já existiam alguns estudos na literatura evidenciando a atividade antimicrobiana da Mentha”, conta Iza Peixoto.
O diferencial desta tese, nas palavras de sua autora, foi que o óleo essencial da planta não mostrou toxicidade contra células em culturas de células, revela. Os ensaios indicaram que as frações de Mentha não interferiram no metabolismo das células epiteliais testadas, sugerindo uma seletividade positiva de ação antimicrobiana para Candida. “Isso sinaliza para uma maior segurança dessas frações como medicamento.”
Segundo a pesquisadora, o uso de óleos essenciais na investigação – produtos da Mentha – parte de um processo de extração mais delicado do que aquele pelo qual passa o extrato, pois é composto por uma cadeia carbônica menor. Ela avaliou a ação desses óleos contra as cepas analisadas, já que as leveduras podem apresentar maior resistência microbiana, estando largamente em uso nas indústrias farmacêutica, cosmética e de higiene pessoal.
Vários estudos, comenta o orientador, têm demonstrado que os agentes antifúngicos vêm diminuindo a sua eficácia contra amostras bacterianas e fúngicas, devido ao mecanismo de resistência microbiana a esses agentes, ainda que mostrando atividade sobre as células planctônicas (não aderidas à estrutura do biofilme). Infecções associadas à formação desta estrutura são difíceis de tratar e representam uma fonte de reinfecção. Espécies de Mentha, porém, demonstraram atividade antimicrobiana contra biofilmes de C. albicans (o principal fator etiológico da candidose), vistos, sobretudo na superfície de próteses removíveis.
Quando presentes no biofilme, explica Höfling, os microrganimos mostram-se mais aptos a exercer a sua função biológica, ficando agregados uns aos outros, protegidos da ação antimicrobiana. A ação da droga para penetrar nesse “invólucro”, e conseguir debelar tais microrganismos, é muito mais difícil de ocorrer do que o microrganismo estando “solto”, na sua forma planctônica, avalia Iza Peixoto. “Quanto mais estruturados na forma de biofilme, mais resistentes se tornam contra agentes antimicrobianos.”
O que o extrato fez foi impedir a sobrevivência agindo contra esses microrganismos, seja inativando-os ou matando-os graças ao seu “efeito fungicida”. A análise do biofilme foi efetuada nos Estados Unidos, na Universidade do Texas de San Antonio (UTSA), sob orientação do farmacêutico José Luís Lopez-Ribot. A pesquisa de Iza Peixoto também contou com a colaboração da engenheira agrônoma do CPQBA Glyn Mara Figueira, que cuidou do cultivo padronizado de todas as plantas. Já a extração dos óleos essenciais também foi procedida no CPQBA, ao passo que a atividade antimicrobiana do óleo, na FOP.
Conhecimento
A candidíase ou candidose é uma infecção comum no homem, sendo causada por espécies de Candida, juntamente com a imunodeficiência do hospedeiro. Por ser um microrganismo comensal, entre 30% e 50% das pessoas simplesmente o possuem em sua cavidade bucal sem evidência clínica de infecção. “Como faz parte do organismo, é chamado de fungo patogênico oportunista, respondendo por cerca de 80% das infecções fúngicas hospitalares documentadas até hoje”, diz a autora da tese.
Como resultado dessa infecção complexa entre hospedeiro e microrganismo, essa doença é capaz de variar desde o leve envolvimento da superfície mucosa, notada na maioria dos pacientes, a uma doença fatal, de maneira disseminada nos gravemente imunodeprimidos. A candidose também pode ser observada agregada a válvulas cardíacas e cateteres. “Está ainda ligada à falta de higienização e ao comprometimento do sistema imunológico do hospedeiro”, ensina a dentista.
A infecção por Candida e a resistência crescente destes patógenos aos antifúngicos químicos sintéticos têm sido um estímulo determinante para que mais pesquisadores sejam levados a investigar a ação antimicrobiana de drogas alternativas, em particular provenientes de extratos de plantas, no que diz respeito ao seu poder antimicrobiano, assim como relacionado ao seu potencial de toxicidade no organismo humano.
Outra questão que deve ser levada em conta é que a literatura confirma o aumento, deveras proeminente, da resistência da Candida spp. aos agzentes antifúngicos químicos, reforça Höfling. Deste modo, a falta de drogas eficazes para o tratamento de infecções fúngicas justifica a necessidade de identificação de novos agentes antimicrobianos para a terapêutica dessas enfermidades com plantas medicinais.
As drogas mais usadas com melhor efeito contra este patógeno na boca, salienta a pesquisadora, são a nistatina e o fluconazol. Para candidoses sistêmicas, forma mais grave, tem sido adotada a anfotericina B. A proposta de Iza Peixoto, relacionada à Mentha, embora despontando como uma alternativa viável, ainda necessita de estudos complementares (como pesquisa básica que exigirá estudos em animais e outras etapas analíticas) que venham ampliar o conhecimento dos componentes bioativos presentes nos extratos desta planta. “Ainda não se pode afirmar que a pesquisa com esse óleo será utilizada como fitoterápico em breve. No entanto, as pesquisas feitas em nossos laboratórios e em outros abrem perspectivas para o emprego desta planta como agente antimicrobiano em potencial.” Infecções por Candida envolvem uma gama de doenças superficiais e invasivas oportunistas, associadas a muitos fatores de risco por parte do hospedeiro, o que exige um maior conhecimento dos mecanismos biológicos ligados a essas doenças quando tratadas com antimicrobianos alternativos.
Indicações
Produtos naturais como a hortelã, que desenvolve um dos mais consumidos óleos essenciais, podem originar novas modalidades de tratamento. Várias espécies têm sido analisadas quanto a suas diferenças metabólicas, composições químicas, propriedades antibacterianas, antifúngicas e antivirais. Estão sendo conduzidas pesquisas atualmente para avaliação biológica de suas propriedades medicinais no combate a vários tipos de doenças.
A pesquisadora ressalta o valor de selecionar o acesso da Mentha spp. não apenas com a função de melhorar o odor ou o seu sabor, mas também para aplicações antimicrobianas. “As indústrias poderão escolher o acesso mais adequado à sua produção, ou seja, aquele que produz o óleo de melhor rendimento, melhor atividade antimicrobiana, numa baixa concentração e que não seja tóxica aos tecidos humanos. Os dados da presente pesquisa, aliás, desvelam novas perspectivas para melhoramento genético”, salienta.
Höfling acredita que o maior achado da tese foi demonstrar que plantas do gênero Mentha têm atividades antimicrobianas, uma destacada contribuição para essa linha de investigação. O óleo estudado, aborda ele, se prestaria mormente a pacientes hospitalizados e imunodeprimidos. No entanto, pesquisas que tendem a viabilizar o uso de extratos de plantas ou seus componentes bioativos, como alternativa aos quimioterápicos e antifúngicos, têm ainda muito a evoluir, em razão da diversidade e complexidade de suas propriedades fisiológicas e bioquímicas, quando comparadas a produtos sintéticos ou biossintéticos encontrados em drogas desde o século passado.
A FOP, declara o orientador, é pioneira nos trabalhos com plantas e com microrganismos da cavidade oral, em geral em consonância com o CPQBA. Há 15 anos, afirma, a Faculdade faz esses estudos sobre a aplicação de extratos de plantas como agentes antimicrobianos. No momento, Höfling orienta duas pesquisas de pós-graduação: uma de pós-doutorado, de Paula Cristina Aníbal, que trabalha há sete anos com extratos de romã; e uma de mestrado, de Fabiana Casarotti. Ambas têm dado continuidade à linha de pesquisa sobre a aplicação de plantas com potencial antimicrobiano. Outros estudos nessa linha estão sendo tocados por ex-alunos e professores de outras universidades, visando ampliar mais os dados da área.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Artigo publicado na UNESP
Estou muito feliz pelo mneu artigo publicado na UNESP, sobre os processos contra os cirurgiões-dentistas feitos por clientes que se sentiram lesados diante de algum tratamento sem sucesso, propaganda enganosa entre outros aqui na cidade de Campina Grande Pb. Diante de tantas propagandas enganosas que os clientes sofrem, preços abusivos, resolvi por curiosidade ir no Procon para saber os processos instaurados contra os dentistas a fim de que o direito do paciente e a qualidade dos serviços ofertados sejam assegurados.
http://www.4shared.com/document/D_j8DMVy/Odontologia_e_o_Cdigo_de_Defes.html
http://rou.hostcentral.com.br/PDF/v40n1a02.pdf
