terça-feira, março 08, 2011

Verdades e mentiras sobre clareamento dentário…

São muitos os mitos que giram em torno do clareamento dos dentes. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar que os dentes estejam manchados ou escuros demais para optar por um tratamento de clareamento. “O clareamento é recomendado para todo paciente insatisfeito com a cor de seus dentes.”, explica o Dr. José Carlos Garófalo, cirurgião dentista e sócio da Garófalo Associados Odontologia.

Eficácia – Existem vários tipos de tratamento para clarear os dentes, porém, em alguns casos, as manchas podem ser removidas somente com profilaxia. De qualquer maneira, a alteração da cor do dente só se consegue com clareamento.

Não existem tratamentos mais ou menos eficazes. Na verdade todos os tipos de clareamento seguem o mesmo princípio: a ação de um gel (peróxido de hidrogênio ou carbamida) em diferentes concentrações, que libera oxigênio, e este altera a cor do dente.

Método – O gel não é abrasivo nem enfraquece os dentes. Quanto maior a sua concentração, mais rápido pode ser o clareamento. Concentrações acima de 20% só podem ser feitas em consultório. O gel nessas concentrações queima as mucosas e necessita cuidados especiais.

Existe também o clareamento caseiro feito com gel de 3,5 a 20% e moldeiras de silicone. Para apresentar resultados, o tratamento caseiro demora 15 dias e o uso do gel e da moldeira varia de 1 a 6 horas por dia. Os tratamentos feitos em consultório exigem pelo menos 2 sessões de cerca de 1h30 a 2 horas e o gel é ativado por uma fonte de luz (LED, Laser ou associação dos dois).

Não existe tratamento em sessão única. É só estratégia de marketing.
Resultado – O resultado é subjetivo. Cada paciente responde ao tratamento de forma diferente. Não é possível prever ou afirmar quantos tons o dente vai clarear. Depende da resposta biológica de cada um. O efeito do tratamento dura de 2 a 3 anos. Na literatura, 43% dos casos ficam estáveis por mais de 5 anos.

Alimentação – Recomenda-se evitar alimentos pigmentados durante o tratamento. No tratamento caseiro é melhor esperar pelo menos duas horas de intervalo para ingerir alimentos como café e refrigerante, por exemplo, para dar tempo de o dente hidratar.

Preço – Um tratamento caseiro custa de R$500,00 a R$1000,00. Em consultório o preço varia de R$1200,00 a R$2500,00. O preço varia de acordo com o local e nível do consultório além do aparelho utilizado para ativação dos géis. Esses aparelhos variam de R$1000,00 a US$14 mil.

Câncer – O maior de todos os mitos é o fato dos peróxidos serem potencializadores de tumores. Na verdade são, porém em concentração acima de 50%. Utilizamos 35% e sem contato nenhum com tecidos moles ou mucosas. Não há relatos de problemas sistêmicos associados a tratamentos clareadores.


PERGUNTAS E RESPOSTAS.

1- Como funciona o clareamento dental?
O clareamento pode ser realizado devido à permeabilidade dos dentes,que permite que as moléculas do gel clareador penetrem na intimidade do esmalte e dentina. O peróxido de hidrogênio do gel clareador "quebra! As moléculas dos pigmentos causadores de manchas as quais são removidas por difusão.

2- Como posso tratar a sensibilidade dental?
Pode-se aumentar o espaço de tempo entre uma aplicação e outra,aplicar um gel sensibilizante à base de nitrato de potássio e flúor como o desensibilize kf 2%, no consultório durante 10 minutos.

3- Durante o clareamento podem aparecer algumas manchas brancas, o que fazer?
O clareamento dental não causa manchas em áreas de hipoplasias,muitas vezes imperceptíveis,são evidenciadas durante o clareamento, mas costumam desaparecer no final do tratamento.

4- É obrigatório a confecção de alívios nos modelos de gesso antes da confecção das moldeiras?
Não é obrigatório,porém alguns autores defendem a confecção dos alívios porque auxiliam no assentamento completo da placa,viabilizam maior quantidade do gel e reduzem a pressão sobre os dentes.Os alívios podem ser feitos com top dam.

5- No caso de ser necessário um retoque como deve ser realizado?
O retoque do clareamento pode ser feito com a tecnica caseira ou a de consultório,geralmente este "re-clareamento" é um tratamento mais rápido.

6- Pacientes com manchamento de tetraciclina podem receber clareamento dental?
O melhor procedimento é avaliar o grau de manchamento causado pela tetraciclina e conversar com o paciente sobre os possíveis resultados.temos relatos na literatura de clareamento dental em casos de tetraciclina com a técnica caseira de até seis meses de duração com resultados satisfatórios.também podem ser utilizados o whiteness hp ou whiteness hp maxx, que apresentam a vantagem de poder ser utilizados nas faixas onde há o manchamento.uma boa opção é a combinação da técnica de consultório com a caseira.

7- Pacientes grávidas ou amamentando podem fazer clareamento dental?
Não recomendamos utilizar clareamento dental nesta fase. Na literatura científica não tem relatos de que o clareamento possa causar algum problema no bebê,porém, recomendamos aguardar essa fase e iniciar com segurança após esse período.

8- Por quê deve ser feito o selamento cervical no clareamento de dentes não vitais?
O selamento cervical deve ser feito porque evita a difusão do gel clareador para o periodonto via cenalículos dentinários, evitando-se a reabsorção radicular.

9- Posso combinar clareamento de consultório com clareamento caseiro?
Sim, é uma ótima opção em diversos casos de dentes muito escurecidos,pigmentações de difícil remoção, casos de pacientes com manchas por tetraciclinas, etc.

10- Quais os cuidados que o paciente deve tomar com a alimentação durante o clareamento?
Deve-se evitar o consumo em excesso de alimentos corantes como: cenoura,beterraba,café,chá,vinho tinto.deve-se evitar o consumo de bebidas cítricas à base de cola porque podem aumentar a sensibilidade.

11- Quais são os casos que apresentam melhor indicação para o clareamento?
Os casos que melhor respondem ao clareamento são os pacientes jovens com dentes naturalmente escurecidos, os casos de escurecimento como envelhecimento,os tons amrelados.

12- Qual a longevidade de um clareamento dental?
A longevidade de um clareamento pode variar de um paciente para o outro. Um trabalho publicado por Leonard Jr, hr em 1998 encontraram manutenção da cor em 82% dos casos após 4 anos.

13- Qualquer pessoa pode clarear seus dentes?
Sim, qualquer pessoa pode ter seus dentes clareados, desde que eles estejam íntegros e sem muitas restaurações.o dentista realizará uma boa avaliação da condição dental do paciente.a partir dos 16 anos de idade uma pessoa pode clarear os dentes.

13- Quando escolher um clareamento caseiro, de consultório ou combinado?
Não existe uma regra,podemos resolver os casos com a técnica caseira,com a técnica de consultório ou combinada.devemos avaliar o grau de descoloração,o estilo de vida do paciente,sua disciplina,a rapidez desejada no clareamento.

14- Quando um clareamento dental está contra indicação?
O clareamento está contra-indicado nos casos de dentes com restaurações muito extensas,pacientes com alergia aos componentes do produto,em gestantes,e mulheres na fase de amamentação.

15- Quanto tempo dura uma seringa para clareamento caseiro?
Uma seringa de clareamento dura em média,de 6 a 7 dias.é muito importante que oriente bem o paciente sobre a quantidade de gel que deverá ser aplicado para que não haja desperdícios e para que o tratamento seja efetivo.

Drª Elaine Granato
Formada pela UERJ desde 1991

Aparelhos de Contenção

Orientações gerais sobre fase de contenção

A retirada do aparelho fixo não significa o final do tratamento ortodôntico pois a fase de contenção é fundamental .
Para que os resultados obtidos na etapa do alinhamento e nivelamento dentário com aparelho fixo tenham maiores possibilidades de serem mantidos é preciso o paciente ler, compreender e seguir criteriosamente as orientações abaixo.

1- Na arcada superior fazer uso de um aparelho de contenção removível, durante todo o dia e toda a noite. Retirar apenas durante as refeições principais (almoço e jantar) e nas horas de higienização.
Retornar para as consultas periódicas de controle, conforme a solicitação do profissional.
Após no mínimo 6 meses o dentista irá reavaliar e orientar o tempo de uso da placa de contenção superior.

2- Na arcada inferior será instalada uma barra lingual fixa de canino a canino.
Esta deverá permanecer colada a todos os elementos dentários por tempo indeterminado (contenção permanente).

3- Nos casos de perda ou fratura que impossibilite o uso do aparelho superior ou nos eventuais descolamentos das resinas que prendem a barra fixa lingual inferior, o paciente ou responsável deverá entrar imediatamente em contato com o consultório solicitando uma consulta emergencial. Avise a secretária que você está usando aparelhos de contenção.

4- A falta do uso correto do aparelho de contenção superior ou inferior aumenta o risco de movimentações dentárias indesejadas.

5- As contenções são individualizadas, ou seja, são definidas para cada paciente de acordo com o problema inicial, do tipo de correção ( por ex. se esquelética ou dentária), das dificuldades do tratamento, e das expectativas de estabilidade ou não.

Conheça os tipos mais comuns de contenção

Placa de Contenção Superior Tipo Hawley com grampos

Placa de Contenção Superior Tipo Hawley contínuo

Aparelho de Contenção Inferior 3x3 reto

Aparelho de Contenção Inferior 3x3 em ômega ou higiênico

Aparelho Ortopédico Funcional para contenção de Máscara Facial

Aparelho Ortopédico Funcional para contenção de Herbst

Movimentações dos dentes após o tratamento

Mesmo seguindo todos os procedimentos técnicos adequados durante a fase de tratamento e de contenção, os dentes podem movimentar-se durante toda a vida, alterando sua posição.
Isto ocorre em função de processos fisiológicos como os ligados ao amadurecimento e envelhecimento, ás forças de mastigação, ao equilíbrio/desequilíbrio muscular, à introdução de hábitos não fisiológicos , etc .
Isto torna imprevisível a estabilidade ou não das posições dentárias.
Normalmente, estas movimentações, se acompanhadas pelo ortodontista são facilmente retratáveis num período curto de tempo.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Escovar pouco os dentes aumenta risco de doenças cardíacas

Pessoas que não escovam os dentes ao menos duas vezes por dia aumentam em 70% as chances de ter doenças cardíacas, de acordo com um estudo da University College London, publicado na última edição da revista especializada British Medical Journal.

O estudo feito nos últimos oito anos com mais de 11 mil adultos da Escócia confirmou pesquisas anteriores que associavam doenças na gengiva a problemas cardíacos.

Entupimento das artérias

Já se sabia que inflamações na boca e nas gengivas têm um papel importante no entupimento de artérias, um dos fatores que levam a doenças cardíacas.

No entanto, esta foi a primeira vez que se confirmou que a frequência da escovação tem influência no risco de doenças cardíacas.

Os participantes do estudo deram informações sobre seus hábitos de higiene oral, bem como se fumavam, faziam atividades físicas e visitas frequentes ao dentista.

Além disso, também foram coletadas amostras de sangue e informações sobre o histórico de cada paciente e de doenças cardíacas na família.

Eventos cardiovasculares

Ao todo, seis em cada dez pessoas afirmaram ir ao dentista uma vez a cada seis meses, e sete em dez afirmaram escovar os dentes duas vezes por dia.

Ao longo dos oito anos de pesquisa foram registrados 555 "eventos cardiovasculares", como infartes, dos quais 170 foram fatais.

Levando em conta fatores que aumentam o risco de doenças cardíacas, como classe social, obesidade, fumo e histórico familiar, os pesquisadores descobriram que aqueles que escovam os dentes duas vezes por dia correm menos riscos.

Higiene bucal e doenças do coração

A pesquisa foi coordenada por Richard Watt, da University College London. Ele afirma que ainda são necessários mais estudos para verificar se a relação entre higiene oral e doenças cardiovasculares é "causal ou meramente um marcador de risco".

O assessor científico da Associação Dentária Britânica, Damien Walmsley, afirmou que ainda não está claro se existe uma relação definitiva de causa e efeito entre higiene oral e doenças cardíacas.

"Qualquer que seja a posição verdadeira, pode-se dizer com certeza que se as pessoas escovarem os dentes duas vezes por dia com pasta de dente com flúor, visitar o dentista regularmente e restringir o consumo de doces à hora da refeição, vai ajudar muito a manter as gengivas e dentes em bom estado por toda a vida."

Fonte: BB

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Verão, época propicia para o aparecimento de herpes

No verão todos se preocupam com a beleza. Lembram-se dos cuidados com a pele e com os cabelos, mas muitas vezes esquecem-se da saúde bucal. Na estação mais quente do ano é necessário também atenção redobrada com os lábios, já que a exposição aos raios solares, em excesso, abaixa o sistema imunológico, propiciando o aparecimento do surto viral do Herpes.

O Herpes labial, também chamado de herpes simples 1 (causado pelo vírus Herpesvírus humanos), normalmente é contraído durante a infância, mas não se manifesta necessariamente nessa fase. "O Herpes aparece dependendo da resistência orgânica de cada um. Porém existem pessoas que têm o vírus no corpo, mas não manifestam a doença em nenhuma fase da vida, pois a imunidade não permite o desenvolvimento da doença", explica Dr. Sidnei Goldmann, dentista especialista em implantodontia e clareamento.

O Herpes é uma doença que não tem cura, depois de contraído ele permanece no organismo e volta a ativar-se em períodos de debilidade, como stress, trauma ou infecções. Além da exposição excessiva ao sol, a herpes também pode aparecer com as baixas temperaturas, fadiga física ou mental, febre e nas mulheres durante o período menstrual.

A doença se manifesta primeiramente como bolhas, que depois de estouradas se transformam em feridas, que causam muito incomodo, irritação, comichão e ardor, durante o período de 10 à 15 dias. "Logo que os sintomas aparecem, o paciente deve procurar seu dentista para o tratamento do vírus. Se não tratado, o vírus pode se espalhar para outras partes do corpo, como olhos e gengivas", explica Goldmann.

Durante esta estação, em que todos querem ficar com a cor do verão, alguns cuidados devem ser tomados para evitar a "erupção" da doença. "Usar protetor labial com proteção solar, beber muito liquido para hidratar, tomar vitamina C para reforçar o sistema imunológico, ter uma alimentação balanceada, fazer exercícios e ter boas noites de sono, colaboram para deixar a doença inativa", diz o especialista.

Além disso, para os que não tiveram contato com a doença, a melhor forma de prevenir é evitar beber em copos usados, usar batom de outra pessoa e beijar alguém com a boca ferida. "O vírus do Herpes é altamente contagioso e não tem cura, neste caso o melhor remédio é a prevenção", finaliza Goldmann.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Hipersensibilidade Dentinária (hiperestesia)

FIGURAS 1 E 2 - ESTRUTURAS QUE FORMAM O DENTE.
No destaque, imagem da superfície da dentina ampliada mostrando seu aspecto tubular (1).
Lesão cervical não cariosa presente em primeiro pré- molar superior (2).

Dor que ocorre, geralmente na região do colo do dente, próxima à gengiva, provocada pela escovação, ingestão de alimentos frios, doces, frutas cítricas etc. A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia.

A hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece comumente com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distinção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista.

A hipersensibilidade significa que a polpa dental (o “nervo” do dente) está doente?
Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pela variação da temperatura ou por outros estímulos na superfície. Não tem relação com alterações patológicas da polpa dental.

Então, por que o dente dói?
Em condições normais, a coroa do dente (a parte exposta na cavidade bucal) é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente às pressões e ao desgaste decorrentes da mastigação (Figura 1). Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. As raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Com o passar do tempo, esmalte e cemento sofrem degradações (Figura 2) que expõem a dentina, estrutura também dura e resistente e que abriga a polpa dental. Dessas estruturas, somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos (Figura 1) que, em teoria, ligam a polpa com meio externo quando o esmalte ou o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção e sujeita às agressões do meio externo.

Qual a relação da hipersensibilidade dentinária com as lesões cervicais não cariosas?

A hipersensibilidade dentinária ocorre mais comumente na região cervical do dente (colo), onde o esmalte e o cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa exposição dentinária não é provocada por processo de cárie dental, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa (Figura 2). A prevalência dessas lesões é alta, e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá ter, pelo menos, um dente com lesão cervical não cariosa.

Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?
Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a oclusão (contato entre os dentes antagonistas), a alimentação rica em ácidos (frutas cítricas e refrigerantes em excesso, por exemplo) e a escovação dental. A oclusão promove a fadiga das estruturas dentárias na região do colo, as substâncias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas dentárias, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer outra doença que reduza o fluxo salivar.

Como tratar a hipersensibilidade dentinária?
O dentista deve empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir a restauração das lesões e ajustes oclusais) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hiperestesia.


Referência: Revista da APCD.

sábado, janeiro 08, 2011

CLAREAMENTO DENTAL

Estética Dental

Nos dias de hoje, a busca pela estética é um fator de muita influência sobre o comportamento das pessoas.

Seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas cidades, é cada vez mais comum observar-se academias e clínicas de estética cada vez mais lotadas. Dentro deste contexto, é natural que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral.

. .
antes
(amálgama)
depois
(resina)
dente
fraturado
dente
restaurado c/ resina

Técnicas restauradoras e protéticas mais modernas visam, além da reabilitação da função mastigatória, a recuperação do fator estético. Dentro desta perspectiva, o clareamento dental se torna um importante instrumento a fim de proporcionar a satisfação do paciente em seu tratamento.

O clareamento dental visa a recuperação da cor original dos dentes, perdida em algum momento durante a vida em decorrência de vários fatores. Serve também simplesmente para promover um branqueamento dos dentes originalmente mais escurecidos.

A utilização de agentes clareadores nos dentes já ultrapassa um século, e com o desenvolvimento de novos materiais, tem se mostrado um meio cada vez mais eficaz e seguro de se obter uma estética dental satisfatória.

Existem basicamente dois tipos de clareamento dental:
• Clareamento caseiro
• Clareamento no consultório

No clareamento caseiro, a maior parte do tratamento é realizada pelo próprio paciente, o qual utiliza o agente químico dentro de uma moldeira adaptável aos dentes. Estes materiais são fornecidos pelo cirurgião-dentista, que irá supervisionar o tratamento através de visitas periódicas do paciente ao consultório.

No clareamento realizado no consultório, o dentista irá aplicar sobre os dentes um agente químico oxidante bem mais potente. Durante a aplicação, a gengiva, lábios e bochechas são protegidos de forma que o clareador não provoque queimaduras. Sobre o clareador é aplicada uma fonte de energia ativadora que pode ser luz halógena ou determinados tipos de laser que irão promover uma intensificação do clareamento. Dessa forma, o clareamento é realizado em apenas uma sessão.


Tenho restaurações escuras (metálicas) nos dentes posteriores. Vale a pena trocá-Ias por restaurações de cor branca ou da cor dos dentes?
A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, "por uma branca", pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos).

Quais os materiais que podem ser utilizados na troca de uma restauração metálica por uma estética?
Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o modelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.

As restaurações em amálgama são realmente tóxicas e, por isso, devem ser trocadas?
Existe muita discussão sobre o poder tóxico do mercúrio nas restaurações de amálgama. Provou-se que o aumento dos níveis de mercúrio no sangue e na urina pode estar associado à presença dessas restaurações, embora nenhum trabalho tenha conseguido relacionar o desenvolvimento de doenças sistêmicas causadas por mercúrio em pacientes com as restaurações de amálgama.

Quais são o melhor material e a melhor técnica?
Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.

No momento da troca de uma restauração, é necessário um desgaste maior do dente?
Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente uma certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.

Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?
Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.

Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?
O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa desse esmalte manchado para se conseguir uma perfeita solução estética.

Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?
A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.


Referência: Odontologika / Dr. Roberto Mariani www.perioimplantes.com.br
Foto gentilmente cedida pela modelo e paciente Tathiana Mancini.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Verão exige cuidados especiais com os dentes




Quantas crianças e adolescentes, em um bar, restaurante ou lanchonete, e até mesmo em casa, pedem um copo dágua para acompanhar as refeições? E os adultos? A maioria das pessoas, sem dúvida, prefere beber um copo de suco ou refrigerante em vez de água. Com a proximidade do verão, esse consumo aumenta e o brilho dos sorrisos pode acabar comprometido. Isso porque o consumo exagerado de algumas bebidas e alimentos pode provocar a erosão, um problema que causa o desgaste dos dentes. Esse hábito de consumo exagerado de sucos, refrigerantes e bebidas esportivas em substituição à água pode contribuir para a desmineralização do esmalte dentário e provocar a erosão dos dentes, alerta a dentista da clínica Prevenir, Joecí de Oliveira.

A erosão constitui um processo de perda progressiva dos tecidos duros dos dentes, por meio de um processo químico, ou seja, diferentemente da cárie dentária, não há envolvimento de microorganismos. As coroas dos dentes são formadas por uma camada superficial mais mineralizada chamada de esmalte, uma camada intermediária conhecida como dentina e a camada interna, chamada de polpa. ácido inicialmente ataca o esmalte, mas se o processo não for diagnosticado e detido a tempo, a erosão pode destruir o esmalte e a dentina, chegando à polpa do dente, explica Joecí. Nestes casos, ela alerta que é necessário realizar o tratamento de canal para posterior reconstituição dentária.
Os sintomas da erosão, além da perda do brilho do esmalte, são a queda freqüente de restaurações, o desgaste dentário e sensibilidade nos dentes afetados. As causas, segundo Joecí, podem ser de ordem psicológica, como bulemia, anorexia nervosa, distúrbios gastrointestinais, uso abusivo de álcool ou qualquer outra doença que cause regurgitações freqüentes. A erosão também pode ser causada por fatores externos, como o uso exagerado de sucos ácidos (limão, abacaxi, laranja), refrigerantes, bebidas esportivas e vinagre. Mas, é bom lembrar que ninguém tem erosão por tomar suco ou refrigerante ao fins de semana, explica a dentista.
As pessoas que a possuem, acrescenta a dentista, costumam relatar histórias de consumo de aproximadamente um ou dois litros de substância ácida por dia.
Segundo Joecí o esmalte é incapaz de regenerar-se. Para tratar a erosão deve-se usar o flúor, que diminui a sensibilidade dos dentes; fazer reconstituições com resina composta e controlar a dieta.
O ideal mesmo seria oferecer orientações à população sobre os efeitos nocivos da ingestão freqüente de substâncias ácidas, em especial do suco de limão e dos refrigerantes tipo cola, para que esse processo fosse evitado, acrescenta a dentista.


FONTE: http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/223849/

domingo, dezembro 12, 2010

40% da população tem mau hálito e não sabe. Faça um teste para saber como está o seu

O mau hálito (ou halitose) existe na população desde o princípio da humanidade. Tanto em referências históricas, como na literatura (tanto em comédias com em tragédias) existe a menção de personagens que apresentam terrível hálito.
· Titus Marcius Plautus (254 - 184 a.C.), dramaturgo romano, classificou o “mau cheiro da boca” como uma das muitas causas da infidelidade conjugal e deixou escrito: “O hálito de minha esposa tem um cheiro horrível, melhor seria beijar um sapo”.
· O autor Russo P. Süskind (1855) em seu ensaio “O Perfume” : "...E vai o aroma do hálito diretamente para o coração..."
· Jó (19.17) “... O meu hálito é intolerável à minha mulher,...”
· Plutarco (6 – 120 d.C.) em “Escrevendo sobre Moralidade”, diz que o tirano Heron de Siracusa, após ter sido informado pelo médico sobre seu hálito, repreendeu sua esposa dizendo: “Por que não me advertiste que meu hálito te fere a cada vez que te beijo?” Ao que ela respondeu: “Sempre pensei que o hálito de todos os homens tivesse esse terrível odor!”
Talvez este seja o maior problema de quem tem mau hálito: descobri-lo. Como o nariz se acostuma com o cheiro, a chamada fadiga olfatória, quem tem mau hálito não o sente, e quem sente - o namorado, o marido, o amigo -, nem sempre se sente confortável em abordar o assunto.
Segundo o especialista no assunto, a dica é ter uma conversa particular com a pessoa que apresenta o problema, pois o mau hálito pode causar uma discriminação social importante que acaba por isolar o indivíduo do convívio social ou então faz com que ele se retraia e tenha até problemas profissionais (vendedores, médicos, professores, etc.).






























Depois passe a língua no punho e aguarde 30 segundos. Cheire o local. Se notar um aroma desagradável e foram assinalados dois ou mais itens acima é melhor perguntar a uma pessoa de confiança.
O mau hálito tem solução
“Uma boa notícia é que o problema tem solução”, garante o especialista. E ela não está nas balas ou enxaguatórios bucais que só mascaram temporariamente o problema. A solução está em descobrir a causa do mau hálito, que não é uma doença e sim um sintoma.
Possíveis causas do mau hálito
· Variações fisiológicas e adaptativas do indivíduo
· Hora do dia
· Hábitos alimentares

· Higiene oral
· Uso de próteses dentárias
· Doenças nos pulmões, esôfago e nas vias aéreas e digestivas superiores
· Doenças sistêmicas e psiquiátricas, e mais de 50 outras origens que precisam ser investigadas e tratadas.
Por esta razão o especialista na área tem que atuar como um clínico geral, investigando todos os sintomas do paciente. Um paciente pode apresentar mau hálito decorrente de um diabetes ou uma escamação na pele pode ser a chave para se diagnosticar uma síndrome que causa o mau hálito




Apoio: 

sábado, novembro 06, 2010



A Cárie é uma descalcificação de uma parte do dente provocada por ácidos orgânicos.

A cárie é considerada uma doença infecto-contagiosa degenerativa, seu principal agente etiológico é o Streptococcus mutans.

Os ácidos orgânicos (lático, acético, butírico, propiônico e outros) são produzidos pela combinação da saliva e das enzimas bacterianas que agem sobre os carboidratos presentes em alguns alimentos que comemos, estes ácidos são formados através do processo de fermentação e atacam o esmalte, a dentina a polpa e certas vezes o cemento redicular do dente (parte branca do dente) corroendo e provocando a cárie e a inflamação da gengiva.
Os doces possuem grandes quantidades de carboidrato e são os principais alimentos que ajudam no aumento da cárie.

Tratamento

A cárie precisa ser retirada, para isso o dentista remove o tecido cariado preenchendo a cavidade (o pequeno “buraco”) com uma resina composta ou algum material como o amálgama de prata, o dente cariado pode ser perdido se não tratado a tempo.

Prevenção

- Usar o fio dental após qualquer refeição, principalmente antes de dormir. O fio dental consegue retirar restos de comida e placas bacterianas onde a escova de dente muitas vezes não chega;
- Escove os dentes após qualquer refeição, massageando a gengiva. Use cremes dentais com flúor;
- Coma alimentos ricos em fibras, como cenoura, maçã, pepino, rabanete e verduras em geral, pois elas estimulam a salivação e contribuem para a diminuição da acidez da boca.
- Evite escovar os dentes após o consumo de refrigerantes, a maioria dos refrigerantes amolecem os dentes, espere no mínimo 15 minutos para poder escová-los.
- Não beba muito refrigerante, pois eles agridem os dentes.
- Visite seu dentista regularmente, o recomendável é visitá-lo a cada seis meses.

Por Thiago Ribeiro
Equipe BrasilEscola