segunda-feira, abril 12, 2010

Idosos pobres têm dificuldades de mastigação

Pesquisa revela que grupo abrange os idosos que não frequentam o dentista ou que possuem cáries não-tratadas e outros problemas.

Quanto mais baixa a renda, pior a qualidade da mastigação (Crédito: Google)

De acordo com pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública, muitos idosos sofrem com problemas de mastigação – e esse quadro que pode estar diretamente relacionado com a baixa renda, não-assiduidade nos tratamentos dentários ou mesmo nunca ter ido ao dentista, ter cáries não-tratadas e possuir necessidade de prótese dentária. O trabalho é de Juvenal Soares Dias-da-Costa, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e colegas, e foi publicado na edição de janeiro de 2010.

Segundo os autores, foram utilizados dados de estudo realizado pelo Ministério da Saúde, com a participação das secretarias estaduais e municipais de saúde, de universidades, do Conselho Federal de Odontologia e da Associação Brasileira de Odontologia. “O estudo foi realizado incluindo zonas urbanas e rurais de 250 municípios em todos os estados brasileiros durante os anos de 2002 e 2003”, afirmam. Todos os dados, segundo o grupo, foram coletados nos domicílios dos participantes, através de exames dentários e de uma entrevista.

Os pesquisadores revelam que dos 5.124 idosos entrevistados, 2.546 disseram ter capacidade de mastigação insatisfatória. Quanto às variáveis socioeconômicas, eles declaram que “as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória aumentaram de acordo com a diminuição de renda. Indivíduos com menor escolaridade também apresentaram maior prevalência de capacidade mastigatória insatisfatória”. Além disso, “a maioria dos entrevistados referiu: frequência de visita ao dentista com a periodicidade de 3 anos ou mais (66,7%), local de atendimento no sistema público (41,9%)” e “60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentavam presença de cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias totais. Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de prótese (43,3%)”.

Para Juvenal e colegas, o estudo “diagnosticou de forma rigorosa e consistente as condições de saúde bucal da população idosa, apontando para a necessidade da sua priorização e indo ao encontro da tendência da produção científica odontológica no Brasil”. Eles acreditam que “com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários”. Para ler o trabalho na íntegra, acesse http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2010000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.

segunda-feira, abril 05, 2010

O piercing na boca

O piercing na boca pode ser colocado na língua, nos lábios ou nas bochechas. Atualmente, os piercings na região da boca têm se tornado uma forma de expressão individual. Como o piercing na orelha, os brincos e anéis de metal colocados na boca são de diferentes estilos e compreendem peças como pinos, tarraxas e argolas.

Mas o piercing colocado na língua, lábios ou bochechas envolvem riscos maiores do que os colocados na orelha. Antes de perfurar qualquer parte, dentro ou fora da boca, converse com seu dentista.

Quais os riscos de colocar um piercing na boca?

É possível que você desconheça os efeitos colaterais que um piercing oral oferece. Estes efeitos são:

Infecção — A boca contém milhões de bactérias que podem causar infeções depois de um piercing oral. Tocar as partes de metal depois de colocados na boca também torna maior o risco de se contrair uma infecção.

Sangramento prolongado
— Caso um vaso sangüíneo seja perfurado pela agulha durante o procedimento de colocação, pode haver um sangramento difícil de ser controlado com perda excessiva de sangue.

Dor e inchaço — São sintomas comuns de piercing na boca. Em casos mais sérios, se a língua inchar demais, poderá fechar a passagem de ar e dificultar a respiração.

Dentes danificados — O contato com a jóia pode danificar o dente. Dentes com restaurações – por exemplo, coroas ou jaquetas – também podem ser danificados pelas peças de metal.

Ferimento na gengiva —
As peças de metal não só podem ferir o tecido da gengiva que é sensível, mas também podem causar retração gengival. A retração gengival tem aparência desagradável e torna seus dentes mais vulneráveis a cáries e a periodontite.

Interferência com a função normal da boca — As jóias aumentam a produção de saliva, impedindo que você pronuncie corretamente as palavras e também dificultam a mastigação.

Doenças transmissíveis pelo sangue — O piercing da boca foi identificado pelo Instituto Nacional de Saúde como uma possível forma de transmissão da hepatite B, C, D e G.

Endocardite — O piercing oral pode causar endocardite, que é a inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos. A ferida causada pela perfuração dá às bactérias da boca a oportunidade de entrar na corrente sangüínea, podendo chegar ao coração.

Quanto tempo dura um piercing?

Se você não contrair nenhuma infeção e seus piercings orais não interferirem com as funções normais da boca, podem ser usados de forma permanente. Mas, não deixe de ir ao dentista se sentir qualquer tipo de dor ou algum outro problema. Por causa dos riscos envolvidos mesmo depois que a ferida da perfuração desaparece (como é o caso de engolir peças soltas ou danificar os dentes).
Fonte: Colgate

Fotos Piercing na boca – piercing oral

segunda-feira, março 22, 2010

Dentes Decíduos – Morfologia Relacionada com osTratamentos Restaurador e Endodôntico



Maria Dânia Holanda Tenorio
Professora Doutora da Disciplina de Odontopediatria do Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Alagoas - UFAL


INTRODUÇÃO

O conhecimento dos detalhes originais dos dentes decíduos é de fundamental importância para o restabelecimento anátomo-funcional da dentição decídua.

Quando se deseja devolver a forma anatômica original dos dentes decíduos, faz-se necessário conhecer as diferenças anatômicas e características histológicas, pois o preparo e restauração, atualmente, são regidos pelos princípios de natureza biológica e mecânica dos materiais, que propiciam sua reconstrução(ARAÚJO1 ,1996).

As literaturas odontopediátricas, FINN8,1976; McDONALD, AVERY13,1995; FAZZI,CORRÊA6,1992), abordam as características anatômicas de uma forma geral e selecionam grupo de dentes sem mostrar a importância dos detalhes estruturais para os diversos tratamentos.

Dessa forma, apresentamos as características dos dentes decíduos que diferenciam os tratamentos restaurador e endodôntico.

DENTES DECÍDUOS - SUAS FUNÇÕES PODEM SER ALTERADAS

As características de dimensão, cor, número e arquitetura interna e externa que diferenciam os dentes decíduos dos permanentes, também fazem com que eles executam funções distintas, tais como: preparação mecânica dos alimentos, para a assimilação, durante os períodos de crescimento e desenvolvimento; manutenção de espaço para os dentes permanentes; estimulação do crescimento dos maxilares por meio da mastigação, especialmente no desenvolvimento da altura dos arcos dentais; no desenvolvimento da fonação especialmente na pronúncia dos sons f, v, s e z, (FINN8,1976); na respiração, e na harmonia estética do corpo da criança.

Havendo perdas estruturais do dente, estas funções são afetadas. Assim, faz-se necessário a devolução anatômica como sulcos, cúspides, fossas e fóssulas, de forma a mais semelhante possível da superfície original.

DECÍDUOS – MORFOLOGIA E O TRATAMENTO RESTAURADOR

1- TAMANHO/VOLUME – são menores que os permanentes em todas as dimensões, porém, no sentido Mésio-Distal(M-D) apresentam-se comparativamente mais largos.

O volume das coroas e a escultura das mesmas são detalhes que devem ser considerados nas reconstruções coronárias, bem como nas próteses fixas funcionais ou prótese do sistema tubo-barra.

Durante o seu planejamento deverão ser observados: a) o número de dentes que serão substituídos, b)o espaço presente, c)as medidas M-D e V-L das coroas dos dentes adjacentes para servir de referência e d)os detalhes característicos da face oclusal. No entanto, é comum observarmos coroas de dentes anteriores desproporcionais aos adjacentes, volumosas conferindo à criança uma aparência de “boca cheia”, ou os 1ºs molares decíduos superiores e inferiores, com a face oclusal imitando a morfologia externa de premolares.

2- COR – os dentes decíduos são mais opacos ou branco-leitosos, revelando a menor quantidade de sais de cálcio distribuídos uniformemente em toda a coroa. Este aspecto tem importância, na seleção da cor da resina mais adequada ao dente decíduo, e no diagnóstico clínico da condição pulpar diante do processo carioso, ou após um traumatismo.
Estudos têm mostrado que o esmalte é translúcido e salienta a cor da dentina, logo, se ocorre diferença em sua coloração normal, esta será transmitida pelo esmalte. As modificações na coloração dos dentes decíduos podem ser decorrentes de defeitos estruturais, cárie, traumatismos e tratamento endodôntico.McDONALD,AVERY13,1995; ARAÚJO,21996).

Alterações na coloração:
2.1- Acinzentada passageira - houve congestão de vasos
sangüíneos na câmara pulpar ou rupturas de capilares com um pequeno extravasamento de sangue, que poderá ser reabsorvido antes de se depositar nos túbulos dentinários, mantendo a vitalidade pulpar;
2.2- Amarelo-acastanhada – permanência de sangue nos túbulos dentinários (a hemólise das células vermelhas leva a liberação da hemoglobina que, associada ao ferro degradado do sulfato ferroso é depositada).
2.3- Acinzentada persistente (nos casos de): a- necrose pulpar (rompimento de nervos e vasos em nível radicular);b- no Pré e pós terapia pulpar(falhas na remoção dos restos orgânicos ou sangue deixados nos cornos pulpares, e nas faces vestibular, lingual ou palatal da câmara pulpar; c- obturação do canal radicular com pasta que contenha iodofórmio e Rifocort.
2.4- Amarelada ou acinzentada – ocorre degeneração cálcica por uma deposição progressiva da dentina ao longo do canal.
2.5- Róseo - ocorre reabsorção interna, após semanas ou meses, de um traumatismo, e, se caracteriza por um processo destrutivo, atingindo o tecido vascular da polpa, podendo provocar até a perfuração da coroa e raiz.

3- ESTRUTURAS DE PROTEÇÃO – as camadas de esmalte e dentina têm uma espessura menor. O esmalte é uniforme em toda a coroa(0,5 a 1,0mm.) ao invés de ir afinando na borda cervical como acontece com os permanentes. Possuindo uma menor quantidade de cálcio, os dentes decíduos apresentam uma dureza menor, que os tornam facilmente desgastados, pelo tempo, principalmente nas pontas das cúspides ou bordas incisais. Apesar de possuírem uma longevidade limitada, o esmalte dos decíduos tem um padrão de desgaste maior que os permanentes, semelhante ao da resina. Haja vista, atualmente todos os dentes posteriores poderem ser restaurados satisfatoriamente com resinas de alto padrão(ARAÚJO1,1996).

4- SUPERFÍCIES MESIAL (M) E DISTAL(D)– na face oclusal, a superfície distal é sempre maior excetuando o 1º molar superior onde as duas áreas são mínimas. A menor espessura de esmalte e dentina nessas superfícies e a proeminência dos cornos pulpares mesiais, propiciam riscos de exposição pulpar, conseqüentes ao processo carioso ou a um preparo cavitário.
As zonas de contato são importantes na localização do processo carioso. Lesões de cárie proximal ou reconstruções incorretas modificam estas relações manifestadas por desvios de espaços (McDONALD, AVERY13,1995). Estes contatos encontram-se assim formados: A)dentes superiores (entre canino e 1ºmolar, pequeno contato circular em 1/3 ocluso-vestibular; entre 1ºe 2º molar, contato amplo na metade ocluso-lingual em forma de meia lua invertida; 2º molar e 1º permanente, contato amplo em forma de meia lua com a convexidade em direção oclusal). B)dentes inferiores (1º e 2º molar, amplo contato em forma de meia lua invertida na posição imediatamente inferior a união do sulco mesial; 2º molar e 1º permanente, pequeno contato arredondado, em posição vestibulo-cervical ao sulco distal)(FINN8 ,1976).

5- SUPERFÍCIES VESTIBULAR E LINGUAL DOS MOLARES – são convergentes para oclusal, tornando esta face menor que a cervical. Uma formação mais espessa de esmalte, na cervical, origina uma crista ocluso-gengival/cervical, sendo mais marcante no ângulo mesio-vestíbulo-cervical dos 1ºs molares inferiores, formando um tubérculo chamado ZUCKERKANDL; esta crista que termina bruscamente na união cemento-esmalte gera uma constricção no colo dental, que o diferencia dos molares permanentes exigindo mais atenção nos preparos de classe II. Nos dentes anteriores, a saliência de esmalte encontra-se em 1/3 cervical da face vestibular e recebe o nome de “anel de esmalte” (PICOSSE14 ,1979).

6- PRISMAS DE ESMALTE – de importância na retenção das resinas. A camada aprismática apresenta espessuras variáveis, e diminui em direção ao 1/3 incisal; os cristais de esmalte estão dispostos paralelos entre si e perpendiculares à superfície externa do dente. Assim, não havendo orientações diferentes dos prismas, a camada age como uma barreira mecânica a um condicionamento ácido efetivo, não havendo, portanto, a formação dos tags ou túneis vazios para a retenção da resina (SHEYKHOLESLAM, BUONOCORE16,1972;FELDENS et al7,1989).

GARCIA-GODOY, GWINNETT10(1992), avaliando a topografia ultraestrutural do esmalte de incisivos decíduos, condicionado com ácido fosfórico a 37% por 15,30,60 e 120 seg., com prévio tratamento mecânico ou não, observaram que, os distintos tempos de ataque ácido não tiveram efeito significativo na superfície do esmalte. O pré- tratamento mostrou uma distribuição uniforme de esmalte prismático, porém, mesmo na ausência do desgaste mecânico, as microporosidades eram suficientemente capazes de reter os materiais adesivos. O aumento do tempo de condicionamento(60 e 120 seg.) estabeleceu perda da estrutura dentária.

Dessa forma, DUARTE5(1997) recomendou não utilizar um tempo prolongado no condicionamento e observar a caraterística multifatorial do condicionamento ácido, que vai desde a avaliação histotopográfica do dente em questão, o tipo e concentração de ácido utilizado, e o respeito aos cuidados técnicos exigidos na prática clínica.

Decíduos- características e restaurações de amálgama:
Os preparos de classe II para amálgama oferecem dificuldades relacionadas à parede gengival da caixa proximal, devido às zonas de contato e a constricção no colo dos molares (McDONALD, AVERY13,1995). Por isso, recomendam:
1- paredes Vestibular, Lingual e/ou Palatal - convergentes para oclusal, obedecendo a forma das referidas faces (convergentes), pois, sendo paralelas, resultará em uma cavidade estreita, que não engloba a área de contato;
2- parede axial, seja de plana a arredondada, com a concavidade para a polpa acompanhando também a superfície externa do dente, permitindo um volume uniforme de material, suficiente para suportar as forças mastigatórias, sem o envolvimento dos cornos pulpares.
3- parede gengival - situada no ponto onde haja o rompimento do contato, tendo-se cuidado com a constricção do colo para não romper o suporte dentinário, pois isso levaria a necessidade de aprofundar a caixa em direção M-D possibilitando envolvimento pulpar.
4- Colocação de porta-matriz - a constricção acentuada junto ao colo, o formato bulboso, o contato amplo e elíptico, a menor área de trabalho e a musculatura bucal ágil, principalmente nos 1ºs molares superiores e inferiores, são fatores que possibilitam o deslocamento do porta-matriz. As alternativas para superá-las são: as matrizes individuais pré-fabricadas ou soldadas, a matriz em “T” e porta-matriz de Tofflemire. Para os dentes anteriores, a tira matriz deve ser recortada em medida compatível com a altura cervico-incisal do dente, sem sobras, de forma a recobrir toda a superfície dental envolvida no preparo e restabelecer a área de contato; posicionar a cunha de madeira, abaixo da margem do preparo, para melhorar a adaptação cervical(MATHIAS et al12,1988).
7- JUNÇÃO AMELOCEMENTÁRIA – as características morfo-funcionais do periodonto marginal dos dentes decíduos, são aspectos importantes, que podem justificar alguns insucessos de tratamentos restaurador ou endodôntico destes dentes. Uma análise estrutural, desta região, foi realizada recentemente por BARONI DE CARVALHO et al.3(2000), onde constataram que em 167 dentes, 47% apresentavam uma relação cemento cobrindo esmalte, 41% cemento em relação topo-a-topo com o esmalte e em 12% a dentina encontrava-se exposta. Assim, diante dos casos onde na junção amelocementária a dentina se encontra exposta pode tornar-se morfologicamente vulnerável a agressões mecânicas, químicas e bacteriológicas pela maior permeabilidade dentinária e por se constituir em uma via de comunicação com o periodonto gerando, em conseqüência, determinadas patologias.

DECÍDUOS - MORFOLOGIA E O TRATAMENTO ENDODÔNTICO

Dentre as características morfológicas relacionadas ao aspecto endodôntico, os autores como,(FINN8,1976;FAZZI, CORRÊA6,1992;GUEDES-PINTO,DUARTE11,1999)citam as seguintes:
- menos estrutura dental de proteção à polpa nas pontas de cúspides e maior espessura da dentina na fossa central dos molares;
- câmara pulpar mais ampla, diminuindo com o aumento da idade sob influência da função e abrasão. A forma da câmara pulpar nos molares decíduos inferiores é retangular e nos superiores trapezoidal;
- o teto da câmara copia a face externa do dente, com eminências pulpares mais altas, especialmente as mesiais de molares inferiores. Na região central, o teto e assoalho se aproximam, perto de sua esfoliação, daí os cuidados em dentes mais “velhos” para não se atingir a bifurcação, com a broca, durante os movimentos de abertura da câmara;
- os cornos pulpares partem da câmara em direção as cúspides no sentido ligeiramente divergente para oclusal acompanhando o maior ou menor aguçamento da cúspide. São os primeiros a serem expostos pela cárie ou manobras operatórias e semelhantes à câmara, os cornos pulpares diminuirão, pela formação de novas camadas de dentina destinadas a compensar o desgaste exterior.
- o assoalho apresenta elevação maior na porção central e inclinação para a entrada dos canais,
- a dentina interna da região da furca mede cerca de 1,5mm e pode ser facilmente perfurada com brocas, durante a remoção do tecido cariado. As entradas dos condutos radiculares, situam-se no mesmo plano sagital que passa através dos vértices das cúspides,
- as raízes dos dentes anteriores são achatadas no sentido M-D, longas em comparação ao tamanho das coroas, desviadas para vestibular a partir de 1/3 médio e possuem um canal amplo;
- as raízes dos molares (três nos superiores e duas nos inferiores) se expandem para fora, perto da região cervical, onde abrigam os germes dos premolares.

DECÍDUOS - DIFICULDADES NO TRATAMENTO ENDODÔNTICO

As dificuldades estão assim relacionadas:

a- acesso à câmara pulpar – avaliando cortes longitudinais e transversais de molares decíduos, e, após um estudo radiográfico e anatômico, FAZZI, CORRÊA6(1992) propuseram uma técnica de acesso à câmara utilizando como zona de eleição, as eminências ou cornos pulpares objetivando diminuir os riscos de trepanações no assoalho, ou paredes laterais do dente, durante a localização dos condutos. Este acesso foi feito com a metade da parte ativa da broca 556(cilíndrica) penetrando em um corno pulpar, delimitando-se na mesma direção das pontas de cúspides ou pela linha intercuspídica. Em seguida, uniam-se os extremos da câmara pulpar, obedecendo à forma da mesma, removendo-se o teto da câmara e a polpa coronária.

b- topografia dos canais radiculares e o limite das limas:
Nos dentes anteriores, a rizólise, que inicialmente acontece por lingual ou palatal, pode não ser observada normalmente em radiografias periapicais e dificultar o limite das limas e obturação dos canais. Nos molares, existe um sistema complexo do canal principal, a presença de canais secundários e acessórios, alterações topográficas(quando se inicia o processo de rizólise) além da deposição de dentina secundária no interior dos canais diminuindo em tamanho e número (GUEDES-PINTO,DUARTE11,1999)
Para o limite das limas, BENGTSON et al4(1983), recomendam que, a lima seja recuada 1mm da região apical; GARCIA-GODOY9(1987), que o instrumento penetre acima do plano oclusal do germe permanente, isto é, se o mesmo estiver na região de furca, o limite será em nível do plano oclusal, estando abaixo do ápice do decíduo a instrumentação poderá ser feita em todo o canal. As medidas do comprimento total dos dentes decíduos, de importância para a odontometria são: incisivos entre 14 e 19 mm; caninos 17,5-22m; 1ºs molares 14-17mm; 2ºs molares 17,5-19,5mm(PICOSSE14 ,1979)

c- estruturas anatômicas radiculares nos molares - segundo GUEDES-PINTO,DUARTE11(1999)estas estruturas estão relacionadas a uma área bastante susceptível a um comprometimento pulpar, são elas :
-Área inter-radicular - região delimitada pelas faces internas das raízes;
- Furca - região localizada próxima a bi ou trifurcação;
- Região de furca – região que engloba a furca e cerca de 4mm abaixo da superfície interna das raízes dentárias;
- Foraminas – são estruturas resultantes provavelmente de um fracasso na formação da bainha epitelial de Hertwig devido à persistência de vasos sangüíneos que alcançam a polpa, conduzindo à diferenciação de odontoblastos e à formação de dentina irregular, apresentando-se como aberturas anômalas conectando a polpa aos tecidos periodontais. SCOTT, SIMONS15 (1982)
Através dessas estruturas, a invasão bacteriana e suas toxinas são responsáveis pela disseminação de infecção que será localizada na região de furca e diagnosticada radiograficamente na área inter-radicular dos molares decíduos, demonstrando um comprometimento pulpar, que se manifesta por perda óssea limitada a esta área.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.ARAÚJO, B.F. Tratamento Restaurador das lesões de cárie. In: TOLEDO, O .A .Odontopediatria: Fundamentos para a prática clínica. São Paulo:Premier,1996.p.178,197.
2.ARAÚJO, B.F. Clareamento de dentes decíduos não vitais. In: BARATIERI, N. L. Clareamento Dental. São Paulo: Santos,1996,
p.137-139.
3.BARONI DE CARVALHO,R et.al. Análise estrutural da junção amelocementária dos dentes decíduos em microscopia eletrônica de varredura.JBC,v.4,n.21p.46-51,2000.
4.BENGTSON, G. N. et al. Avaliação da possibilidade de condutometria de molares decíduos. RevAPCD,v.37,n.6,p.490-501,nov./dez.1983.
5.DUARTE, D. A . O esmalte dos dentes decíduos responde igualmente ao esmalte dos dentes permanentes quando atacado pelo condicionamento ácido? RevAPCD,v.51,n.3,p.283,mai./jun. 1997.
6.FAZZI, R.; CORRÊA, P. N. M. S. Técnica de acesso à câmara pulpar de molares decíduos: Aspectos morfológicos. Rev de Odontopediatria. v.1,n.1, jan./ fev./ mar.1992.
7.FELDENS, A. C.; et. al. Ataque ácido em dentes decíduos: estudo através da microscopia eletrônica de varredura. RevAPCD,v.43,n.1,jan/fev.1989
8.FINN,S.B.OdontologíaPediátrica. 4ed.,México:Interamericana,
p.45-47,1976.
9.GARCIA-GODOY, F. Evaluation therapy for infected primary teeth. JDentChild.v.54,n.1,p.30-34,1987.
10.GARCIA-GODOY, F.; GWINNETT, A .J. Effect of etching times and acid concentration on resin shear bond strenght to primary tooth enamel. AmJDent.,5:237-9,1992
11.GUEDES-PINTO. A .C.; DUARTE, A .D. Pulpoterapia Odontopediátrica. In: Reabilitação Bucal. Atendimento Integral. São Paulo: Santos. 1999,p.107-108.
12.MATHIAS et al. Dentística Operatória e Restauradora. In: GUEDES-PINTO, A. C. Odontopediatria. São Paulo: Santos. 1988, p. 720-23;727-29.
13.McDONALD, E. R. et al. Tratamiento de los traumatismos de los dientes y los tejidos de sostén. In: McDONALD, E. R. & AVERY, R. D. Odontologia Pediatrica y del adolescente. 6ed.Espanha:Mosby-Doyama. 1995,p.497-98.
14.PICOSSE,M.AnatomiaDentária.3ed.SãoPaulo:Sarvier,p.61-62;78,1979.
15.SCOTT, J. H.; SIMONS, N. B. Introduction to dental anatomy. 9ed.Londres:Churchill-Livingstone,1982.p.11-250.
16.SHEYKHOLESLAM, Z.; BUONOCORE, M. G. Bonding of resins to phosphoric acid-etched enamel surfaces of permanent and deciduos teeth. J.Dent.Res.v.51,n.6,p.1572-76,nov/dec. 1972.


Data de Publicação do Artigo:

3 de Julho de 2002


Fonte: http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=308

sexta-feira, março 19, 2010

Maçã contribui para a saúde bucal

Maçã contribui para a saúde bucal A fruta vai contribuir para uma alimentação saudável e para a saúde bucal de estudandes gaúchos 19.03.2010

A maçã e o suco da fruta farão parte do cardápio de cerca de 1,2 milhão de estudantes gaúchos. A lei que assegura a inclusão dos produtos na merenda escolar foi sancionada recentemente pela governadora Yeda Crusius (PSDB).

"A maçã tem propriedades nutracêuticas (nutritivas e terapêuticas) e colabora com a higiene bucal",explica a coordenadora da 4ª CRE, Marta Fattori, 4ª Coordenadoria Regional de Educação.


http://www.dentistry.com.br/article.php?a=619

terça-feira, março 09, 2010

Polícia apura denúncia contra dentista de SP por venda de atestados




A Polícia Civil de Itobi abriu inquérito nesta sexta-feira (5) para apurar a venda de atestados para trabalhadores justificarem ausências do trabalho, por um dentista da cidade. O flagrante foi gravado a pedido de um empresário que suspeitou da fraude após o afastamento de vários funcionários, pelo mesmo motivo.

O Conselho Regional de Odontologia também vai abrir sindicância para investigar o que aconteceu e que o dentista será punido, até com a possibilidade de cassação do diploma, caso seja comprovada a irregularidade, informou a delegada regional do órgão, Nívea Célia Bonadio Coelho. Ela ficou surpresa com as imagens que mostram o dentista e disse que, em 35 anos de profissão, nunca tinha visto um caso parecido.

As imagens foram feitas pelo funcionário de uma empresa, cujo dono ficou desconfiado após receber 30 atestados do mesmo dentista. Na consulta, após ser examinado, o funcionário pergunta ao dentista Benedito de Oliveira se é possível conseguir um atestado.

Paciente: “Doutor, tem como ajeitar um atestado pra mim, não?”.

Dentista: “Eu vendo! É R$ 20,00”.

Paciente: "Pra dois dias. Eu queria ficar uns dois dias".

Dentista: "Aí eu teria que fazer dois atestados para você. Eu vou alegar o que? Que você extraiu o dente?".

Paciente: "Tá, faz dois então".

O dentista vai até o armário, pega um bloquinho e começa a anotar as informações do paciente. O cliente também pode escolher o dia que prefere ficar em casa. Ele ainda orienta para que ninguém suspeite de nada.

Dentista: “Você não pode entragar amanhã. Como é que você vai entregar um atestado de segunda amanhã? Você vai entregar os dois na terça”.

A denúncia partiu do empresário Paulo Sérgio dos Santos, que nos últimos meses recebeu 30 atestados do mesmo dentista, e desconfiou.

A equipe da reportagem procurou o dentista Benedito de Oliveira no consultório, em Itobi. Inicialmente, ele negou a denúncia, mas depois, longe da câmera, disse que “vendeu alguns” (atestados). O dentista disse nesta sexta-feira, por telefone, que já procurou um advogado e vai continuar trabalhando normalmente.

Quem compra o atestado pode ser demitido por juta causa, pois também está cometendo um crime. O funcionário responde a um processo na Justiça e pode até ser preso. O CROSP Conselho Regional de Odontologia de São Paulo tem um setor de fiscalização, para apurar irregularidades envolvendo dentistas. O número para denúncias é (11) 3549-5558 (11) 3549-5558.

Fonte : EPTV

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Você sabe quantos dentes de leite a criança tem?

Vinte dentes de leite, que a partir dos 6 até os 12 anos, caem e são substituídos por outros permanentes. Mas não é porque vão cair que eles não tem que cuidar deles! Se estiverem cariados, tortos ou quebrados poderão comprometer a qualidade dos permanentes. Você sabia que a função fundamental dos dentes de leite é estimular o crescimento adequado dos ossos da face também?

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Amálgama

Amálgama é um material, utilizado na odontologia, feito de uma liga de mercúrio, prata e estanho, que por ser resistente a oxidação, tem a finalidade de proporcionar a restauração dos dentes.
A amálgama tem um baixo coeficiente de dilatação, possui boa estabilidade dimensional e resistência, porém possui um baixo escoamento. Devido ao fato de o mercúrio do amálgama ser absorvido pelo organismo, na Suécia, o seu uso foi proibido.

Em muitos anos, o amálgama dental vem sendo utilizado na restauração de dentes posteriores. Neste período, este material recebeu melhorias nas suas propriedades físicas e mecânicas aumentando a durabilidade e o desempenho das restaurações.

A composição básica do amálgama dental e as técnicas para a aplicação foram definidas por Black em 1895, em seguida, Souder e Peters. As partículas das primeiras ligas eram grandes e de pouca reatividade. Em 1962, Demarco e Taylor introduziram um novo formato de partículas, originando partículas esferoidais. Este formato de partículas oferece restaurações com maior resistência à compressão e tração.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Qual a diferença entre diet e light?

diet-ou-lightQualquer consumidor mais atento já reparou nas gôndolas dos supermercados inúmeras possibilidades para o mesmo alimento, não estou nem falando das marcas, mas das opções diet, light e normal para o mesmo produto. Respondi a pergunta: Qual a diferença entre diet e light? tantas vezes que tenho certeza que mesmo tanto tempo depois desses produtos estarem no mercado muitas pessoas ainda podem ter dúvidas a respeito desse assunto.

DIET

Diet ou dietético são alimentos que tem redução de 100 % de um determinado produto ou ingrediente. Veja o exemplo mais comum, os alimentos dietéticos não contêm açúcar e por isso são indicados para os diabéticos que tem restrição no consumo de açúcar.
Ninguém deve utilizar produtos diet com o intuito de emagrecer, leia os rótulos, o chocolate diet tem mais calorias do que o chocolate comum. Alguns casos como as gelatinas têm uma grande restrição do valor calórico, mas os casos dos produtos devem ser estudados individualmente.

LIGHT

Light, são os alimentos que tem uma restrição de pelo menos 25 % de determinado produto ou ingrediente. Os produtos light são indicados para quem está fazendo dieta. O principal objetivo desses produtos é a redução do valor calórico, na maior parte das vezes consegue isso retirando gorduras e açúcares e colocando no lugar espessantes e edulcorantes (adoçantes).
Um determinado produto que tem 400 cal por 100 g, se tiver uma redução de 25 % no valor calórico ficará com 300 cal por 100 g e se for consumido em excesso acabará resultando em ganho de peso.
O sal light tem redução do sódio, que é o elemento responsável pela alta da pressão arterial.

Em qualquer um dos casos o mais importante é ler as embalagens e compará-las com outros produtos, faça sempre a conta por 100 g, utilizando uma regrinha de 3, simples, daquelas que aprendemos na infância. Os produtores utilizam valores diferentes para as porções e o consumidor desatento poderá consumir um produto enganado, achando que não engordará.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Dentifrícios (Pastas Dentais)

Dr. Jaime A. Cury
Professor Titular de Bioquímica da FOP-UNICAMP

Qual a função da pasta dental?
A efetividade da remoção da placa bacteriana é 70% maior quando se usa dentifrício. Além disso, a formação de uma nova placa é reduzida em 45% com o uso de creme dental. Embora o dentifrício não seja indispensável para a remoção de placas, tem-se comprovado a sua importância para garantir a limpeza e o polimento dental.

Qual a quantidade de pasta ideal?
A quantidade de pasta só tem relevância quando se trata de crianças com menos de 6 anos, que podem ingerir dentifrício involuntariamente ao escovar os dentes. Uma quantidade bem pequena deve ser usada, para reduzir a ingestão de flúor. Recomendamos a técnica transversal: ao invés de se colocar pasta em toda a extensão da escova, cruza-se esta com dentifrício. Isso é particularmente importante quando as crianças também bebem água fluoretada. Assim, serão reduzidos os riscos de se adquirir fluorose dental.

Qual a diferença entre pasta dental anticárie, antitártaro e antiplaca?
A anticárie contém flúor, e a antitártaro contém em, acréscimo, substâncias que reduzem a formação de tártaro. Deve-se esclarecer que os dentifrícios antitártaro não removem cálculo dental mecanicamente, o que deve ser feito pelo dentista ou pessoal auxiliar; o dentifrício interfere apenas em sua formação. As pastas antiplaca contêm substâncias antimicrobianas.

Quais os tipos de flúor e sua concentração na pasta?
A adição de uma ou outra forma de flúor na pasta ( as mais comuns são o NaF e o MFP) varia de acordo com o tipo de abrasivo que esta contém. Não se recomenda o uso de cremes dentais com concentração de flúor abaixo de 1000 ppm, pois a sua eficiência ainda não está comprovada (1000 – 1100 ppm são o ideal). Já os que apresentam mais de 1100 ppm de flúor garantem que, mesmo havendo uma certa inativação do flúor (em casos de produtos cuja validade está vencida), uma quantidade significativa para o controle da cárie será mantida.

Qual a função do bicarbonato de sódio?
Por ser o bicarbonato de sódio uma substância alcalinizante e tamponante, hipoteticamente ele poderia neutralizar os ácidos produzidos na placa dental quando da exposição ao açúcar.

Existe diferença na abrasividade das pastas?
Existem dentifrícios de abrasividade baixa, média e alta. Deve-se enfatizar que um abrasivo no dentifrício é fundamental para garantir a limpeza e o polimento dental. Desgaste e abrasão dental estão mais relacionados com o modo de escovar, o tipo de escova, as substâncias ácidas (refrigerantes, enxaguatórios, frutas) consumidas ou usadas antes da escovação do que com o poder intrínseco do abrasivo.

Qual a idade ideal para introduzir a pasta dental na higiene da criança?
O ideal é que haja pais comprometidos com a saúde bucal dos filhos, e não que estipule uma idade. Ao mesmo tempo em que o flúor dos dentifrícios é indispensável para o controle da cárie, sua ingestão deve ser controlada, devido ao risco de fluorose dental.

As pastas para sensibilidade são efetivas? Qual a duração do seu efeito?
Estudos com dentifrícios contendo nitrato de potássio têm mostrado média de 30% de redução de sensibilidade a jato de ar frio. Essa redução vai depender do limiar de sensibilidade do indivíduo, do uso de substâncias erosivas e do modo de escovar os dentes.

Como funcionam e quais os tipos de pastas clareadoras? Existem contra-indicações?
O princípio básico está no poder oxidante do peróxido, que descora os dentes ao oxidar pigmentos dentais, promovendo assim uma "remoção" química. A princípio não há contra indicação, mas, à semelhança de outros tipos de dentifrícios, deve haver racionalidade na indicação.

Qual a pasta ideal?
De modo geral, a indicação é a pasta fluoretada, sendo as demais recomendadas só em casos particulares.

Qual a diferença entre pasta, gel ou creme na efetividade das pastas dentais?
Nenhuma, e é impossível fazer qualquer inferência quanto a flúor, abrasividade, efeito antiplaca, antitártaro etc. pela simples aparência de um dentifrício.


http://www.bucal.com.br/subDentifricios.asp

segunda-feira, novembro 02, 2009

Você Sabia?

1)AUSTRIA REALIZA PRIMEIRO TRANSPLANTE DE LÍNGUA?

O anúncio da realização do primeiro transplante de língua do mundo foi feito , recentemente, por uma equipe médica de cirurgiões austríacos. Até agora, cirurgias do tipo só haviam sido realizadas em animais. o arriscado transplante promete ajudar vítimas de acidentes e pacientes com câncer e não perderem a fala. O primeiro paciente, um homem de 42 anos, teve a língua amputada, resultado de um tumor maligno na boca e na mandíbula. A cirurgia realizada no Hospital Geral de Viena durou cerca de 14 hora. Segundo os cirurgiões, a decisão do transplante foi tomada pelo próprio paciente, mesmo após saber que o procedimento era arriscado e experimental. O estado de saúde do paciente é estável e, para os médicos, ainda não é possível dizer se o homen voltará a falar.

2) Os pais devem procurar dar as crianças alimentos duros que precisem ser bem mastigados, como frutas e legumes crus. Esses alimentos são chamados de "detergentes", pois possibilitam uma auto-limpeza removendo restos de alimentos grudados nos dentes. Ex: desses alimentos são a maçã, pêra, pêssego, cenoura e frutos carnosos. A mastigação desses alimentos também ajuda a desenvolver os maxilares e massagear a gengiva.

3) Ao adquirir uma escova de dente, lembre-se de uma dica fundamental: ela deve ser sempre macia, seja para uso de criança ou adulto.

4) A escova de cerda média ou dura geralmente maltrata a gengiva, fazendo com que ela va-se retraindo e expondo a raiz do dente, o que causa dor.

5) O primeiro ato do bebê ao nascer é respirar, e esta respiração ocorre pelo nariz. Se por algum motivo o bebê passar a respirar rotineiramente pela boca, o correto desenvolvimento do palato(céu da boca) e arcadas dentárias poderá ficar comprometido, ocasionando mais tarde má oclusão dentária. Por outro lado, o bebê fica mais predisposto à doenças como rinites, bronquites, etc. Alguns cuidados:

6) Uma gengivite aparentemente simples consegue aumentar em até 7 vezes a chances de uma mãe ganhar um bebê prematuro.

7) Se você ronca, saiba que sua pressão arterial sobe "a noite e pode não se normalizar durante o dia"

8) Que a digestão se inicia na boca.

9) Que pesquisas feitas com os povos indígenas da Amazônia, que pouco contato tiveram com o povo branco, observou-se que os bebês são amamentados exclusivamente no seio até a erupção dos primeiros dentes. Depois disso, é introduzida na dieta carne de caça, farinha de mandioca, frutos silvestres e alimentos secos, duros e fibrosos. Analisando as arcadas dentárias dos mais velhos, verifica-se perfeita oclusão com a presença de todos os dentes.

10) Que a boca forma uma caixa acústica para que o som - a fala - possa ser emitido e em conjunção com a língua, dentes e lábios dão os diferentes sons característicos de cada palavra. Pessoas com ausência de dentes anteriores ou completamente desdentados tem dificuldades em pronunciar determinadas palavras como por exemplo "T" ou "D".

11) Que as papilas gustativas começam a se desenvolver apenas à partir dos 4 anos de idade.

12) Que as escovas elétricas vibram 30.000 vezes por minuto, destruindo as placas bacterianas pela vibração, complementando a escovação manual, as escovas mecânicas estão indicadas aos portadores de deficiências motoras.

FONTE: http://www.dentistavirtual.com.br/dicascuriosidade.asp